Reinventar a Europa, em jeito de mini-manifesto, como se tivesse um megafone!

A Grécia perto da insolvência e com um pé fora da moeda única europeia;

A França desesperada com os empréstimos que fez aos gregos;

Portugal com dificuldades de cumprir as metas estabelecidas com a Troika;

A Itália ingovernável pede ajuda na gestão da crise ao FMI;

Uma Espanha quase estagnada (0,2% de crescimento económico), flagelada pelo desemprego, acredita que a melhor medida é trocar de governo;

A dívida oculta da Alemanha que, de acordo com os números mais recentes, ascende a mais de 5 biliões de euros, atingindo os 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados (comparativamente, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB Grego).

Temos de parar e pensar! Quais as razões por de trás do problema económico-financeiro que assombra a União Europeia?

Não será este o prenúncio do fim das politicas neoliberais que invadiram a Europa?

  • Mudaram as políticas económicas no mercado europeu, abriram-se as portas aos mercados mundiais e a Europa transformou-se num centro empresarial de serviços sustentado pela especulação financeira;
  • A forte quebra da actividade económica na UE tem levando à perda de milhões de postos de trabalho.

Será que estamos perante a morte assistida do modelo social Europeu?

  • Haverá dinheiro para continuar a suportar os desempregados, os reformados, os doentes e os pobres?
  • Haverá dinheiro para continuar a garantir educação gratuita para todos?
  • Haverá dinheiro para continuar a garantir um estado de Justiça e Segurança para todos?

“Embora a União Europeia seja uma zona rica, nos últimos dez anos, o seu crescimento económico foi fraco comparativamente aos padrões internacionais

http://ec.europa.eu/europe2020/index_en.htm

Soluções milagrosas não há! Mas temos de nos decidir no caminho que queremos seguir!

Aparentemente todos juntos somos mais fortes, mas a verdade é que a nossa união nunca foi acompanhada por um governo europeu. Vivemos numa UE pouco ágil e muito lenta a reagir, então Federalismo Europeu já.

Se, do ponto de vista energético, importamos mais do que produzimos, temos de seguir o exemplo português nas energias renováveis. Temos de investir na investigação para liderar o processo tecnológico de substituição do motor de combustão.

É sabido que estamos a ser ultrapassados pelos BRIC nos indicadores económicos, é por isso fundamental agarrarmo-nos aquilo que sempre nos caracterizou: “o conhecimento”.

Reforço nas políticas que suportam o conhecimento e a ciência para conseguirmos manter-nos no topo dos indicadores de inovação, só assim estaremos prontos para este novo paradigma industrial e produtivo que a revolução tecnológica nos trouxe.

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