Hortas Urbanas

por Ana Coimbra, Engenheira Agrícola e Militante do PS, pela Secção da Sé da Concelhia do Porto

 

Gostaria de começar por definir Horta Urbana como sendo um pequeno lote de terreno alugado a particulares para a cultura de legumes, frutos ou flores, em áreas urbanas ou periurbanas. As hortas urbanas também são designadas de hortas familiares ou hortas comunitárias, onde se pratica uma forma de agricultura urbana.

 

Imagine canteiros cheios de cenouras, couves, alfaces e batatas na paisagem cinzenta e monótona das cidades. Este cenário começa a popularizar-se em Portugal, com a sua população urbana a ficar gradualmente sensibilizada para as boas práticas ambientais, sociais e à requalificação dos espaços urbanos.

 

Inicialmente, estas hortas surgiram do improviso (com origem em grande parte da migração rural) e da vontade de ocupar o tempo.

 

Mas, para além da sua função de auto-subsistência e da sua vertente recreativa, estas hortas são uma forma importante de intervenção urbana e comunitária. Nomeadamente:

 

– Ao nível da sustentabilidade do meio ambiente, por proporcionarem o crescimento dos espaços verdes;

– Renovarem e melhorarem a paisagem urbana;

– Reduzirem as emissões de gases/poluentes dos transportes e indústria.

 

Considero ainda que estes espaços são locais que exercem importantes funções pedagógicas, permitem que crianças e jovens valorizem a natureza e desenvolvam uma consciência ambiental. Têm efeitos igualmente benéficos para a população adulta, contribuindo para uma nova forma de estar na comunidade e na vida, em comunhão com a Natureza e os outros.

 

Mas, para que as hortas urbanas se imponham enquanto prática habitual nas cidades, não basta a vontade individual. É necessário que as autarquias promovam incentivos: terrenos, água, protecção ao roubo e vandalismo.

 

Assim, nos dias que correm, torna-se absolutamente fundamental o apoio político às hortas urbanas nas grandes cidades.

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