O “nosso” PS

Tive o prazer de ler, nos últimos dias, uma série de textos publicados aqui, no Aurora, por jovens militantes do PS e da JS, que nos deram a conhecer a sua visão sobre o momento actual do partido e, bem assim, as suas ambições para o futuro.

Diz-se, comumente, que ler faz bem ao cérebro. Pois, desta vez, a leitura teve o condão de me alegrar a alma!

Quando as lutas são duras – e ainda que estejamos plenamente convictos da razão que nos assiste -, deixam sempre as suas marcas. Se há quem cure as feridas com repouso e queixume, as minhas desaparecem com a simples percepção de que existe uma convergência de vontades, um objectivo comum, um ideal que justifica todos os sacrifícios. Esse ideal é o de ajudar a construir “o meu PS”! Um PS que seja, no fundo, o partido de que nos fala o André Lopes, voltado para o projecto europeu, renovado do ponto de vista etário e determinado na defesa do Estado social. Mas não menos o PS que nos pinta o Ivo Costa, sem vergonha do passado, empenhado em recuperar a credibilidade perdida e atento à razoabilidade dos sacrifícios que se pede ao portugueses.

Ouso perguntar: quem não sonha com o PS da Catarina Lobo, exclusivamente composto por gente disponível para servir, que dê o corpo às balas por direitos como a liberdade, a democracia, a justiça social e a igualdade de oportunidades? Um PS de figuras tão marcadamente socialistas, que nos causem arrepios a cada intervenção em defesa das bandeiras que todos erguemos.

Alguém negará o mérito do PS plural do Pedro Lima, que dá voz a todos e respeita a opinião de cada um? Um PS livre de mesquinhices e divergências “eternas” que, muitas vezes, apenas se justificam por ambições pessoais.

Confesso que sou especialmente fã do PS da Susana Teixeira. Um PS de liderança, que a exerça no interesse dos cidadãos, privilegiando a proximidade com eles e colhendo a sua intima colaboração.

Igualmente indispensável é o PS do José Cevada, enquanto partido consciente, de combate, responsável, mas não temeroso… Que não deixando cair as suas bandeiras ideológicas, fará o que se revelar necessário para garantir o bem-estar do seu povo e o futuro dos seus jovens.

Faço votos que actuemos sempre como o PS do Carlos Pinto Ribeiro, com uma estratégia bem definida e posição vincada acerca das questões essenciais para o futuro de Portugal. Um PS que saiba o seu lugar no panorama político português, que seja uma oposição construtiva e reflicta o suficiente para encontrar boas soluções, a colocar em prática quando os portugueses entenderem que volta a merecer a sua confiança.

Resta saber se, com tantos intervenientes a perseguir os mesmos objectivos, “o meu ps” será o do altruísmo essencial à sua concretização ou o do egoísmo que, sendo transversal à política portuguesa, tem impedido o sucesso do País.
Se o nosso PS é uma utopia? Talvez sim, talvez não… Mas contem comigo para ajudar a encontrar a resposta!

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