O Meu Partido Socialista, por José Cevada

 

O país atravessa um momento difícil e, é em momentos assim, que o país mais precisa do Partido Socialista (PS). O PS já mostrou estar à altura de qualquer adversidade vezes suficientes para que nada me possa levar a pensar que, desta vez, possa ser diferente. Recordo, entre tantos outros momentos, o PS de Mário Soares que, por duas vezes ,pediu auxílio ao FMI para salvar o País de crises passadas, sem no entanto nunca baixar a cabeça e, sem por um momento, esquecer o povo Português, sem esquecer nunca o que é legítimo e o que não é legítimo exigir-se-lhe, porque, apesar de os tempos que hoje correm se lutar para dizer o contrário, um governo legitimamente eleito não tem legitimidade para fazer tudo. Ou o PS de José Sócrates, que em 6 anos de governação nunca deixou de pensar nos que menos têm, nunca se escusou de enfrentar nada nem ninguém, criando até, e sem nenhuma Troika lho exigir, um imposto especial para a banca, cometeu erros, claro que cometeu, erros que só comete quem não governa, quem não acorda todas as manhãs com o mesmo desejo de tantos de nós Portugueses, de fazer de Portugal um país melhor.

 

Assim, e como sempre aprendi a confiar mais na história do que em palavras bonitas, olho para trás e vejo o amanhã do PS, um partido que no governo ou na oposição sempre fez, faz e fará, o melhor que as suas forças permitiam, em prol deste orgulhoso país, que nunca baixou a cabeça e que, sei-o bem, desta vez e de próximas que venham, também não se deixará vergar. Por isso o que se pede neste momento ao PS, e o que por certo faremos, com uma força que só na união reside, é que seja uma verdadeira alternativa, que todos os dias mostre ao povo Português que o nosso lugar é no governo, o que só se mostra sabendo ser oposição. Não nos podemos, nem devemos, nem por certo iremos, opor-nos a “tudo”, mas temos o dever para connosco e, mais que isso, para com todos os portugueses, de nos opor a qualquer medida do actual governo que atente contra a dignidade de um milhão, ou de apenas um cidadão, para nós é exactamente igual. E deveremos opor-nos com a mesma força, apresentando medidas alternativas, propondo nós, se tal se impuser, em tais medidas, também austeridade, talvez mais austeridade até, mas uma austeridade que custe a todos, mas sem humilhar ou atentar contra a dignidade de ninguém. Que o PS sabe bem que o povo Português enfrenta com dignidade os sacrifícios, quando sabe que estes custam a todos, mas que nunca aceitou, não aceita, nem aceitará nunca, que o desprezem e que o mandem vergar-se a tudo, algo que o actual governo parece entusiasmado em fazer.

 

P.S: Outra situação na qual o PS tem que lutar por intervir com urgência é a lamentável situação da Região Autónoma da Madeira (RAM) em que, à custa dos impostos e sacrifícios dos Portugueses do Continente, o Sr. Alberto João Jardim, continuam há mais de 3 décadas a pavonear-se, enquanto os Portugueses da Madeira pensam que o referido senhor, junta ao talento para desfilar no corso Carnavalesco, uma qualquer propriedade de Midas.

 

______________________________________________________________

Da série de artigos “O Meu PS”, escritos por amigos, militantes da Juventude Socialista e/ou do Partido Socialista, que acederam ao nosso convite para reflectirem sobre o presente e futuro do PS.

José Cevada é militante da Juventude Socialista do Porto.

Advertisements