A Nova Vaga do Socialismo Europeu

 

A presente década conhecerá, inevitavelmente, a revitalização do Socialismo Europeu. Nos próximos anos, assistiremos ao regresso de dirigentes socialistas aos principais governos da Europa. Tendo em conta o actual mapa político, parece uma tese um tanto ou quanto improvável. Afinal, com a derrota eleitoral do Partido Socialista em Portugal, restam apenas dois governos socialistas nas vinte e sete Nações da União Europeia.

 

Mas atentemos nos sinais políticos dos últimos anos.

 

Em França, Itália, Alemanha e Reino Unido, os governantes conservadores ou neo-liberais têm perdido fôlego nas sondagens e conhecido forte contestação social. E já sofrem pesadas derrotas eleitorais. A crise das dívidas soberanas, o agravamento do desemprego, pobreza, desigualdade social e os desequilíbrios ambientais demonstram o fracasso do seu modelo de governação. Não proporcionando uma resposta credível à crise socioeconómica, a hecatombe da Direita Europeia avizinha-se muito próxima.

 

Por outro lado, emerge uma nova geração de dirigentes socialistas Europeus, que promete recolher os estilhaços da terceira via e recuperar o património histórico do Socialismo do pós-II Guerra Mundial. Na defesa da tolerância e justiça social e retomando o caminho da coesão e solidariedade entre Nações. São líderes carismáticos, cultivados, europeístas, ecologistas que, nos próximos anos, vão formar os principais governos da UE e definir a etapa seguinte da construção Europeia.

 

Durante estes dias, vou descrever os principais exemplos desta nova vaga do Socialismo Europeu. Martine Aubry, Nichi Vendola, Sigmar Gabriel e Ed Miliband, entre outros. Antecipando que se tratará de uma vaga determinada e vitoriosa. Finalizo com o caso Ibérico.

 

Amanhã, “Avec votre soutien, avec votre confiance, je prends aujourd’hui devant vous l’engagement de la victoire en 2012” (Martine Aubry, 28 de Junho de 2011).

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